quinta-feira, 5 de junho de 2014

Eu já fiz seis operações em 60 anos e você?

Hoje volto a escrever sobre minhas experiências nas cirurgias que passei. Que gosto esquisito diriam alguns. Ficar lembrando de experiências onde no mínimo passamos por agruras e fizemos pessoas que nos cercam mais preocupadas com os eventos médicos do que as experiências gostosas como viagens, festas, encontros, etc. Pois bem, já tive seis experiências nesse segmento clínico.
Quem tem mais cirurgias que eu, levanta a mão? Seis em mais de 60 anos equivalem a uma em cada dez anos. Apesar de ter passado por uma mesma intercorrência por três vezes, fiz outras três em outras partes do corpo. A primeira delas, uma úlcera epigástrica que me deixou pelo menos, um mês de molho sem ter absolutamente nenhum esforço abdominal, já que a alça do esôfago poderia ser forçada e tudo se abriria de novo. Lembro que trabalhava na Abras e tivemos uma reportagem eterna em S. José dos Campos, no Ciro Atacadista, empresa de destaque no Vale do Paraíba e que mereceu uma grande reportagem. Após o período de repouso, pauta pronta e lá fomos nós com o "seo" João, nosso glutão e  folclórico
motorista e o Luiz Gonzaga, jornalista da SuperHiper. Passei por alguns aborrecimentos pelos esforços. Sempre quis fotografar em ângulos diferentes. Subia em grua, escadas, equipamentos de elevar os produtos no alto do depósito, e por aí vai. Quase cai e fiz um esforço demasiado, porém o trabalho do doutor Henrique foi testado e aprovado. Esse mesmo doutor Henrique me atendeu na segunda cirurgia, um cisto sebáceo, mais adequadamente chamado de cisto epidérmico, é um caroço fechado abaixo da superfície da pele preenchido com material branco, semi-sólido, e de odor forte, sendo chamado de sebum.
O engraçado era que antes das duas cirurgias, ao ficar sem camisa, meus amigos e familiares diziam que eu tinha uma corcova e um leve sinal de engravidamento. Pronto, tirei os dois e fiquei novinho em folha. Vamos para as demais. Até aí, tinha menos de cinquenta anos de idade. Mesmo jovem e com muitas atividades esportivas e lazer intenso, nunca me machuquei gravemente. Fui me acidentar depois do cinquentinha. Vieram as três cirurgias do úmero, fraturado em três partes no acidente de ônibus do casamento de uma amigo de trabalho na rodovia Dutra, indo para o Rio de Janeiro, essa história já contei em outro post. Na primeira intervenção, o médico do Hospital São Luiz, Morumbi, um consagrado profissional de muitos esportistas me atendeu, porém seu trabalho após um ano foi considerado falho, pois o osso e a prótese quebraram juntamente, o osso de novo e a prótese partiram-se ao meio. A prótese era importada e de titânio, vieram até os técnicos suíços para verificarem a falha. Na segunda cirurgia no mesmo local, fiz com outro médico ortopedista. Dr. Mauro, santista como eu, que além de recolocar uma prótese menor, abriu na minha cintura, na região da bacia, o osso ilíaco para retirar parte em raspagem e fazer um enxerto. - Meu Deus, que dor que eu tive no pós-cirúrgico. Evacuar e urinar na famosa comadre, gelada, e sem ajuda, eu não faria nada. Uma verdadeira penitência para todos os meus pecados. No terceiro dia, alta e rumo para casa. E para tomar banho? Eu era totalmente envelopado de plástico. Depois veio a retirada dos pontos, afe! Saibam todos vocês, se alguém sofreu, esse cara, foi eu. Menos de um ano depois, volto a fazer as mesmas cirurgias, pois a prótese externa não ficou fixada de modo que qualquer esforço ou batida, o osso partiria novamente. O doutor Mauro e seu parceiro, outro santista, doutor Joel, fariam o que ficou definitivo até hoje, a colocação de uma haste interna e os parafusos em cruz atravessando o osso e fixando-se na haste, de fora para dentro. Ah, também precisei usar de um dispositivo operado por ondas magnéticas que induzia o enxerto no osso a se consolidar mais rapidamente, pois eu, pela idade avançada, teria dificuldades em fazer o osso se calcificar rapidamente. Importante, esse aparelho era colocado à noite, preso na região do meu braço e funcionava a noite inteira e se auto desligava pela manhãzinha, antes de me levantar. Mais tarde tive um efeito colateral, que minha esposa gostou muito. O priapismo, primeiro fazia meu rosto tremer do lado em que o aparelho foi colocado, e depois passou a me provocar a excitação voluntária. Devolvi o aparelho após a radiografia e os exames que constataram a sua eficácia na calcificação das fraturas no osso (úmero) do braço superior. Porém ao devolver, informei aos médicos que esse aparelho poderia se tornar uma verdadeira máquina de vendas, se o nome fosse Viagra eletrônico ou magnético. (Risos)

Após quase oito anos, voltei nesse final de semana a uma sala de cirurgia. Desta vez com o meu xará, o doutor Jorge, urologista. Tive que fazer uma operação dupla. Apelidei de PP. Pedras e próstata. Para aproveitar foram feitos dois procedimentos médicos. Quebra e retirada de cálculos renais que haviam se alojados na bexiga e a ressecção endoscópica da próstata. Tudo no mesmo tempo, mas que me deixou quatro longos dias internado no Hospital S. Camilo, aliás nota 10. Tive a felicidade de sair desse processo delicado de forma muito positiva. A recuperação seguirá em casa, e depois de um período de quase um mês, tudo deverá estar zerinho bala. Pois então, amigos. Essa última operação me deu muito mais confiança nas técnicas da medicina e em pessoas. 
Reconhecimento no trabalho dedicado das enfermeiras, pessoal do centro cirúrgico, atendimento antes, durante e pós operatório. O pessoal de apoio, que levava as refeições, cafe da manhã, almoço, chá da tarde e jantar. Minha querida filha Nadine, que permaneceu ao meu lado o tempo todo, pelo fato de minha esposa estar em tratamento domiciliar, e ficou impossibilitada de permanecer comigo. Da Micaela que foi na base do vapt-vupt. Todos os meus amigos dando aquela força nas redes sociais, pois eu adoro postar o meu dia a dia. Facebook, Twitter, Instagram foram testemunhas e canais diários da minha rotina no apartamento 245, do setor 2 do hospital. Meus queridos amigos Felipe e Sandra Vicentini, que me surpreenderam com a visita, ocasião em que tivemos uma boa conversa, aliás muito humorada, pra variar. E ao meu devotado cunhado, Odair. Sem esse meu irmão de fé, as coisas não poderiam sair a contento. Obrigado a todos. De volta para casa, agora iremos buscar a reabilitação total e partir para a luta. O Instituto Vital, minha família, meus amigos, todos precisam desse cara. Esse cara de muitas batalhas com Deus e por Deus, iremos vencer e caminhar para frente, sempre. Que venham mais histórias médicas com final feliz. Amém.


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