Quem tem mais cirurgias que eu, levanta a mão? Seis em mais de 60 anos equivalem a uma em cada dez anos. Apesar de ter passado por uma mesma intercorrência por três vezes, fiz outras três em outras partes do corpo. A primeira delas, uma úlcera epigástrica que me deixou pelo menos, um mês de molho sem ter absolutamente nenhum esforço abdominal, já que a alça do esôfago poderia ser forçada e tudo se abriria de novo. Lembro que trabalhava na Abras e tivemos uma reportagem eterna em S. José dos Campos, no Ciro Atacadista, empresa de destaque no Vale do Paraíba e que mereceu uma grande reportagem. Após o período de repouso, pauta pronta e lá fomos nós com o "seo" João, nosso glutão e folclórico
O engraçado era que antes das duas cirurgias, ao ficar sem camisa, meus amigos e familiares diziam que eu tinha uma corcova e um leve sinal de engravidamento. Pronto, tirei os dois e fiquei novinho em folha. Vamos para as demais. Até aí, tinha menos de cinquenta anos de idade. Mesmo jovem e com muitas atividades esportivas e lazer intenso, nunca me machuquei gravemente. Fui me acidentar depois do cinquentinha. Vieram as três cirurgias do úmero, fraturado em três partes no acidente de ônibus do casamento de uma amigo de trabalho na rodovia Dutra, indo para o Rio de Janeiro, essa história já contei em outro post. Na primeira intervenção, o médico do Hospital São Luiz, Morumbi, um consagrado profissional de muitos esportistas me atendeu, porém seu trabalho após um ano foi considerado falho, pois o osso e a prótese quebraram juntamente, o osso de novo e a prótese partiram-se ao meio. A prótese era importada e de titânio, vieram até os técnicos suíços para verificarem a falha. Na segunda cirurgia no mesmo local, fiz com outro médico ortopedista. Dr. Mauro, santista como eu, que além de recolocar uma prótese menor, abriu na minha cintura, na região da bacia, o osso ilíaco para retirar parte em raspagem e fazer um enxerto. - Meu Deus, que dor que eu tive no pós-cirúrgico. Evacuar e urinar na famosa comadre, gelada, e sem ajuda, eu não faria nada. Uma verdadeira penitência para todos os meus pecados. No terceiro dia, alta e rumo para casa. E para tomar banho? Eu era totalmente envelopado de plástico. Depois veio a retirada dos pontos, afe! Saibam todos vocês, se alguém sofreu, esse cara, foi eu. Menos de um ano depois, volto a fazer as mesmas cirurgias, pois a prótese externa não ficou fixada de modo que qualquer esforço ou batida, o osso partiria novamente. O doutor Mauro e seu parceiro, outro santista, doutor Joel, fariam o que ficou definitivo até hoje, a colocação de uma haste interna e os parafusos em cruz atravessando o osso e fixando-se na haste, de fora para dentro. Ah, também precisei usar de um dispositivo operado por ondas magnéticas que induzia o enxerto no osso a se consolidar mais rapidamente, pois eu, pela idade avançada, teria dificuldades em fazer o osso se calcificar rapidamente. Importante, esse aparelho era colocado à noite, preso na região do meu braço e funcionava a noite inteira e se auto desligava pela manhãzinha, antes de me levantar. Mais tarde tive um efeito colateral, que minha esposa gostou muito. O priapismo, primeiro fazia meu rosto tremer do lado em que o aparelho foi colocado, e depois passou a me provocar a excitação voluntária. Devolvi o aparelho após a radiografia e os exames que constataram a sua eficácia na calcificação das fraturas no osso (úmero) do braço superior. Porém ao devolver, informei aos médicos que esse aparelho poderia se tornar uma verdadeira máquina de vendas, se o nome fosse Viagra eletrônico ou magnético. (Risos)

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